Keblinger

Keblinger

Pages

Destaque...

Gabriel Live Messenger

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Quando tudo parece perfeito… mas não é!

Publicado: por Maraisa

Essa história é um pouco antiga, mas acho legal compartilhar com vocês e acredito que muitos, tanto homens quanto mulheres, já passaram por algo parecido.

Há algum tempo eu namorei um cara que parecia ser o príncipe dos sonhos de qualquer mulher: cavaleiro, abria a porta do carro, mandava flores, ligava do nada só pra dizer que estava com saudades. Ah, que lindo, não?! (será que isso existe hoje? Existe sim, mas é uma “espécie em extinção”).

Nos conhecemos no carnaval. No primeiro momento achei que fosse só curtir a festa com ele, afinal, carnaval, todo mundo só quer saber se pegação e nada além disso. Mas depois, vieram as ligações, troca de e-mails, encontros que começaram a ficar cada vez mais frequentes, enfim. Tudo caminhava para algo mais sério. E chegou nisso. Começamos a namorar, ele conheceu meus pais. Tudo lindo e maravilhoso.

Estava nas nuvens, feliz da vida. Ainda mais que na época, eu ainda não tinha mudado para São Paulo, mas com isso, era um motivo a mais pra me mudar logo pra cá, pois ele também morava por aqui (sim, morava. Hoje não está mais por aqui, acredito que nem no Brasil).
Até que quando tínhamos completado três meses de namoro, ele começou a implicar com as roupas que eu usava (primeira discussão). Eu não estava com nada além um short e uma blusa normal, porque era verão e, pelo o que ele dizia, queria que eu usasse uma blusa cacharrel e uma calça jeans com botas…

Para piorar, ele começou a ficar no meu pé com o que eu fazia ou deixava de fazer. Quando eu saía de casa com a galera e contava pra ele, só faltava ele perguntar qual o CPF de cada um que estava comigo. Eu sempre contava numa boa para ele que ia sair, ir a alguma festa etc e ele passou a me controlar, discutir pelo telefone. Fora que me ligava todos os dias e, quando eu não tinha feito nada de diferente, ele ficava no meu pé, como se eu estivesse mentindo pra ele.

Parece que o machismo começou a falar mais alto pra ele, que só pensava em me controlar. Apesar da distância, eu acaba descobrindo que ele saia e não me contava. Por sorte, um amigo dele ficava com uma amiga minha na época e ele sim, mesmo não namorando, ligava para ela uma vez por semana e até ligava para contar que ia sair com o pessoal dele.

Um certo dia ele contou para ela que os dois tinham saído pra uma balada com a galera e o meu “namorado”, não tinha me contado. Eu não achei ruim dele ter saído, somente de não ter me avisado, afinal, não morávamos na mesma cidade e outra: se ele sai, por que eu não posso sair também? Ele queria era que eu ficasse presa em casa, esperando o fim de semana chegar pra gente se ver, sair só com ele e deixar meus amigos de lado? Olha…eu perco o namorado, mas não perco os amigos. #fato

Aquilo estava passando dos limites pra mim. Estava ficando sem paciência com as coisas que ele fazia e passei a tratá-lo da mesma forma. Comecei a ficar chata para ele perceber como ele estava me tratando. A situação se tornou cada vez mais insuportável, porque passou a ser aquela coisa de “pois é, se você pode fazer isso, por que eu não posso?” Fora que cada um começou a jogar na cara o que o outro fazia e eu já estava a ponto de começar a mentir pra ele também que não saía mais, era só de casa para o trabalho e do trabalho para casa.

Foi ai que joguei ele na parede (e não chamei de lagartixa). Tentei estabelecer um diálogo legal, perguntando quais os reais motivos dele não confiar em mim, porque esse tipo de atitude é de quem tem desconfiança e insegurança com a pessoa, não é possível! Ele dizia que confiava em mim, mas que tinha ciúmes e não conseguia controlar aquilo. Na verdade (não me perguntem o motivo, por favor), eu gostei muito dele e meio que queria tentar mais uma vez. Mas, caso as discussões voltasse, não ia dar. Eu não gosto disso. Se não confia, não namora, porque serão brigas e mais brigas na certa.

E tentamos… uma só vez, que não deu certo, porque ele simplesmente DESAPARECEU do mapa durante um ano. Tomou um chá de sumiço muito bom, porque não respondia aos meus e-mails, quando ligava pra ele ou não me atendia ou os irmãos diziam que ele não estava em casa. Fiquei com uma dúvida no ar. Por que ele fez isso? Será que eu tinha feito algo de tão errado assim?

Eu tive a oportunidade de fazer essa pergunta pra ele. Um ano depois (literalmente), meu celular toca e era um número desconhecido. Era ele, conversando comigo como se NADA TIVESSE ACONTECIDO. Parecia que ficamos só um fim de semana sem conversar. Ele começou a perguntar como eu estava, se estava tudo bem e que iria me ver no próximo fim de semana. A minha reação foi única: tratei ele com grosseria e ele até estranhou meu comportamento (eu acho que ele pensou que eu iria chorar de alegria e colocaria um tapete vermelho na porta da minha casa quando ele chegasse).

Não foi assim. mesmo porque ele não tinha mudado absolutamente em NADA. Estava com as mesmas críticas, os mesmos comentários sobre com quem estava na festa ou como estava me comportando, enfim. Conversamos um pouco, porque com o que ele falava, eu estava sem paciência, afinal, não estávamos mais namorando e ele não tinha nenhum direito de criticar alguma coisa sobre mim (na verdade quem deveria criticar era eu, não?). Mas resolvi ficar longe dele e fugir desse tipo de homem. Afinal, ninguém merece um cara que só critica, é ciumento e aproveita os poucos momentos juntos somente para brigar. Quero distância desse tipo.

Estou certa ou errada?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Video Recente

..

GABRIEL VIEIRA ARAÚJO
 

Copyright © 2010 GVA