Keblinger

Keblinger

Pages

Destaque...

Gabriel Live Messenger

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Eu queria entender os homens

Por: Fabiana Trevisan

Tudo bem, sou mulher e por isso estou falando desta forma. Mas sei que hoje em dia muitos amigos meus dizem as mesmas coisas das mulheres.

Hoje li vários posts aqui: Lanchinho: saiba se você é um, As desculpas esfarrapadas para terminar um namoro sem motivos…, entre outros. Mas confesso que às vezes penso comigo mesma que eu queria mudar de planeta.

Namorei a vida toda. Um relacionamento de 8 anos, alguns meses solteira, um de dois anos, mais alguns meses solteira, mais um de um ano…E dois anos solteira. Nunca fui daquelas que ameaçava cortar os pulsos e não querer mais sair de casa quando uma relação acabava. Eu sempre levantei a cabeça, coloquei o pé na estrada e vivi intensamente cada segundo da vida de solteira. E assim continuo fazendo.

Mulher em frente ao espelhoDepois do meu último namoro, prometi para mim mesma que não iria namorar por pelo menos um ano. Eu queria esse tempo para mim, para me conhecer, para fazer coisas que nunca havia feito e por aí vai. E assim foi! Vivi intensamente cada dia da minha vida. Baladas, viagens, novos amigos, loucuras, novas experiências. Eu faço porque gosto mesmo. Não saio a noite para tapar buraco vazio. Saio porque gosto, porque amo, porque me divirto, porque causo, porque volto feliz para casa.

Mas enfim, um ano se passou e estou às vésperas de completar dois anos de solteira. Tive alguns rolinhos, alguns que eram nitidamente lanchinhos, outros pelos quais eu realmente poderia ter me apaixonado seriamente, mas que não foram adiante. E de uns meses para cá quando parei para pensar: Poxa! Está na hora de encontrar alguém bacana, eu comecei a olhar as pessoas que passei a conhecer com olhos diferentes, com olhos de futuro, com vontade de investir mesmo numa relação. E aí começo a me deparar com situações que definitivamente não consigo entender.

Conheci um cara bacana, advogado, não tão bonito (apenas um detalhe, eu sempre fiquei com os caras mais lindos, minhas amigas me aplaudiam e me chamavam de mestra. Não que eu me ache linda, mas sou cara de pau e conseguia mesmo. E quando resolvi que queria voltar a ter alguém abri mão dessa beleza toda, esses homens definitivamente dão muito trabalho). Fui apresentada em um aniversário de um dos meus melhores amigos a essa pessoa. No dia não rolou nada mais do que um ‘oi, prazer’. Algumas semanas depois recebo um mail do dito-cujo se apresentando, querendo combinar alguma coisa e assim por diante. No meu trabalho atual eu viajo muito, então por incompatibilidade de agendas acabamos saindo umas duas semanas depois. Jantarzinho excelente num japonês cool, volta para casa, beijinhos na boca e nada mais. Como manda o figurino, certo homens? Mais trocas de mails, mensagens e ligações, mais jantar, mais beijinhos, até que num belo dia combinamos uma balada. Vodka vai, vodka vem, foi difícil controlar e acabou rolando. Tenso! A essa altura – não vou dizer que estava apaixonada, sou bem grandinha e vacinada para isso – mas estava curtindo b-a-s-t-a-n-t-e sim, não nego! Existia uma sintonia incrível, mesmos gostos, mesmo estilo de vida, objetivos parecidos, conversas interessantes, química boa. Resumindo, depois de um feriado em que nos encontramos na praia (ok! Eu estava numa balada e ele acabou não indo – ia, mas não foi – mandei uma mensagem e acabei saindo da balada para ir embora com ele. Tem mal nisso? Concordam que a balada estava incrível, que eu estava com 30 amigos me divertindo horrores e poderia ter continuado lá numa boa? Mas achei mais prudente, e tive mesmo uma grande vontade de sair para encontrá-lo). Bom, dormimos juntos, acordamos perto do meio-dia, o fulano vai embora dizendo que vai colocar uma sunga e me encontra em uma hora mais ou menos para pegarmos praia juntos. NUNCA MAIS. Se passaram dois dias, resolvi ligar, vai que ele tivesse sido engolido por um leão, né? Não me atendeu. Mais 24h não me agüentei e mandei um mail como quem não quer nada, apenas pedindo para que ele desse notícias e que me falasse se havia acontecido algo que eu não soubesse. Sim, ele respondeu! Que nada aconteceu, apenas muito trabalho, que me ligaria no dia seguinte. De fato, ele ligou, foi uma conversa murcha, a essa altura eu mesma já tinha pego um certo bode e esse foi o último contato. Fazem algumas semanas, talvez um mês. Quis contar um pedacinho dessa história para colocar aqui um questionamento: Vem cá? Custa inventar uma mentira? Me liga e fala ‘voltei com minha ex’ ou qualquer coisa do tipo, mas não me deixa no vácuo.

Você beijar uma pessoa uma vez, dar seu telefone e ela nunca mais ligar, tudo bem, vai! No meu tempo não era bem assim, mas tá, a gente se acostuma e faz igual até. Mas você desenvolver uma certa relação (mesmo que de rolinho), freqüentar a casa um do outro, dormir junto, e coisas assim…e simplesmente sumir?

Isso não entra na minha cabeça!

Posso me considerar uma pessoa ultra moderna, já fiz coisas nessa vida que se meus pais soubessem eu estaria deserdada, certeza! Mas acho que certas convenções sociais são atemporais, ultrapassam qualquer modernidade, fazem parte da boa educação, delicadeza. Não me importaria de verdade em ouvir uma desculpa qualquer. Ficaria triste do mesmo jeito, afinal eu estava gostando da pessoa, da situação. Mas não ficaria no vácuo, sem saber. Eu errei? Ele estava em outra? Sei lá…

Estou muito errada em achar que não mata um ser humano ser sincero?

E olha que antes desse eu me envolvi com um cara de outra cidade que depois descobri que tinha uma namorada lá pela região dele. Esse era o típico ‘cara que quer casar com você’. Me ligava cinco vezes por dia, altas declarações, planos e por aí vai. Quando descobri fiquei p* da vida sim, mas uma conversa sincera e aberta, sentimentos colocados na mesa e até hoje converso com ele, sem ressentimentos. Claro que peguei bodinho e mesmo que ele continue dizendo que gosta de mim, entra por um ouvido e sai pelo outro. Mas desse que teoricamente teve uma atitude muito mais desonesta, eu não sinto raiva. Não sinto nada, já do outro…

Não sinto raiva, sou tranqüila demais para isso. Mas sinto um desconforto sim. Fico pensando se fui tão ingênua em achá-lo um cara bacana, sendo que na verdade mostrou-se em pouco tempo ser um verdadeiro babaca de carteirinha.

Queria levantar uma bandeira: a da sinceridade, da honestidade. Por mais que doa, por mais tempo que você esteja com a pessoa, seja um rolinho de um mês ou um namoro de 6 anos, na hora de acabar tenta jogar limpo. Na hora pode parecer o fim do mundo. Mas uma explicação sincera faz a outra pessoa – de verdade – erguer a cabeça e partir pra outra com muito mais facilidade.

Esse texto é do site: http://www.diariodesolteiro.com.br
Leio quase todo dia os textos deste site!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Video Recente

..

GABRIEL VIEIRA ARAÚJO
 

Copyright © 2010 GVA